Leitura Voraz

9 jul

A essa altura do campeonato vocês já devem estar achando que eu sou facilmente impressionável, porque só falo de como adorei isso e aquilo. E é verdade, eu sou mesmo facilmente impressionável. Hoje não vai ser diferente, porque vou falar de mais uma trilogia que me fez bater palminhas quando acabei de ler.

The Hunger Games ou Jogos Vorazes, da escritora Suzanne Collins, chegou até mim de uma maneira que me faz sentir um pouquinho de vergonha. Eu já tinha ouvido falar do livro e do filme que estava sendo produzido na época, mas não dei muita bola e pensei que se aproximava mais uma série pré-adolescente ridícula que iria arrastar multidões fantasiadas ao cinema. Só. Que. Não. Lá estava eu nas férias, início de 2012, quando o primo da minha cunhada, um nerd de 11 anos, estava lendo o livro. Eu ri da cara dele e disse “há, crianças, que bonitinhas!”. Aí ele começou a dizer que era muito bom, que era para eu ler, que ele me emprestaria e tal e coisa. Eu, que leio até bula de remédio, resolvi dar uma chance. E quase morri de vergonha, porque o menino queria o livro de volta e eu não conseguia parar de ler a tal “aventura infanto-juvenil.” Foi hipnotizante, de verdade.

Começa parecendo que vai ser uma versão literária daquele filme Gamer (com Gerard Butler e Logan Lerman, já assistiram? É esquisito). Mas aí não tem nada a ver com o filme, só queria mesmo dividir que eu tinha achado um pouco semelhante.  A história é uma coisa pós-apocalíptica onde o país que antes era os Estados Unidos agora é Panem, uma sociedade bizarra de doze distritos governados pela Capital. Esta última, muito controladora e sanguinária, promove anualmente os Jogos Vorazes, uma espécie de Big Brother onde, pro Diego Alemão ganhar ele teria que ter matado todo mundo, inclusive a Iris Stefanelli. Tudo isso é contado por Katniss, uma garota de 17 anos meio “chucra”, como diria minha mãe, que precisa sustentar sua família na ilegalidade, já que se dependesse apenas do governo quase ditatorial, elas morreriam de fome.

Imagem

Ainda no começo parece que vai ser um derivado de Crepúsculo (Katniss seria Bella, Gale seria Edward e, Peeta seria Jacob). E aí já fui ficando com raiva, porque eu não poderia suportar mais uma sem sal que não sabe qual dos dois lindões ela vai querer. Só. Que. Não. Não tem NADA a ver com Crepúsculo. Aliás, conforme você vai adentrando a história dá vontade de ligar pra Stephanie Meyer e dizer para ela dar uma chegadinha na casa da Suzanne para aprender como é que se faz um triângulo amoroso TENSO e, ainda assim, essa não ser a melhor parte da história.

Imagem

Sabe aquela coisa de filme, onde eles matam todos os figurantes, fazem a gente pensar que os protagonistas vão morrer, mas aí eles acabam vivendo felizes para sempre mesmo depois de todo o trauma e terror? Jogos Vorazes não é assim. Personagens amados – eu me apego – morrem sem o menor titubeio e tem drama, drama, drama por todos os lados. As mortes não são nada poéticas, pelo contrário. São feias e tristes, como numa guerra da vida real.

São três livros: o primeiro é Jogos Vorazes (The Hunger Games), o segundo é Em Chamas (Catching Fire) e, o terceiro, A Esperança (The Mockinjay). Por mais que seja uma sequência, escolhi como meu favorito o segundo. Mais emocionante que o primeiro e menos perturbador que o terceiro.

Imagem

Eu sei que a ideia é a melação do triângulo amoroso, mas se você observar um pouco vai enxergar uns temas bem atuais: controle da mídia, aquela cegueira do povo que não pensa no que está certo ou errado e acaba se conformando com uma vida medíocre, o questionamento da moral, da ética, os princípios do ser humano… Enfim, mais uma vez eu não quero fazer a professora de sociologia, mas que vale a pena pensar além do óbvio, vale.

Aí também tem o filme, estrelado por Jennifer Lawrence (a Mystique de X-men – First Class), Liam Hemsworth (irmão do Thor, noivo da Miley Cirus) e Josh Hutcherson (lindinho). O filme segue a regra do “o livro é melhor”. Mas ainda assim é bom assistir e ver se você imaginou algo parecido. Ah, tem bem menos sangue e violência do que o livro, pois parece que aquela associação norte-americana de pais de adolescentes chatos pra burro vetou algumas cenas.

E para os interessados em conhecer a história, duas dicas: não roubem livros de crianças e comprem a trilogia inteira de uma vez. É um saco acabar um e não poder continuar logo em seguida.

P.S.: a adolescente que mora em mim pediu pra dizer que ela ama o Peeta.

 

(Post por Jeana Mattei)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: