Sacode!

30 jul

Há cerca de um ano atrás eu tomei uma decisão bem importante. Tá, não foi “vou virar presidente” importante, mas me marcou. Em um belo dia, decidi que não seria, nunca mais, nunquinha mesmo, sedentária.

Passei minha vida toda sendo um zero à esquerda em todo e qualquer esporte. Mentira, um zero à esquerda pode ter alguma utilidade, ainda que apenas visual. Eu, nem isso, porque sempre fiquei péssima com roupas esportivas. Sempre fui a última a ser chamada para o time (QUALQUER TIME, de vôlei, futebol ou críquete) e nunca me senti motivada o bastante para praticar qualquer esporte ou mesmo frequentar a academia. Para mim, qualquer exercício físico era sinônimo de ficar para trás. Até que tudo mudou.

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Não passei por nenhuma situação traumática nem cheguei a ter obesidade mórbida. A mudança aconteceu de dentro para fora. Apenas cansei de odiar minha celulite e meu braço de polenteira e resolvi fazer alguma coisa.

Não pare de ler ainda, por favor. Vamos lá, aproveite que o espírito olímpico está no ar e acompanhe minha teoria. A ideia não é virar rata de academia – pelo menos não foi o que eu fiz, porque eu sei o quanto esse ambiente pode ser opressor para as não-saradas. A proposta que fiz a mim mesma era de, diariamente, incluir algum exercício físico na minha rotina. Também não precisa ser estilo Desafio do Dia. Podem ser doses homeopáticas, mas tem que movimentar.

É uma lógica muito simples. Vai, é só você pensar no que você fazia quando era criança: corria, corria e corria. Aí dançava, corria mais um pouco, comia o lanche muito rápido e voltava para andar de bicicleta, patins, escorregador, gangorra… E os programas entre amigos hoje geralmente são sair para comer, tomar um sorvete, tomar um café, petiscos para acompanhar a cerveja, churrasco, janta, oi, sou uma bola. E isso pode e deve continuar existindo, mas acho interessante tentar diversificar esses programas às vezes. Tenho uma amiga que não pode pisar na praia que já sugere “vamos correr até a o posto de salva-vidas tal?” e, adivinha só, as pernas dela são lindas.

Mais uma vez, não precisa bancar a Solange Frazão e fazer agachamentos no meio da balada, basta entender que se exercitar pode ser divertido. Eu sei, é bem difícil acreditar nessa frase. Mas se isso soa impossível é porque está enraizada em você a ideia de que esporte é competição, esforço demasiado, suor e roupas feias. Eu sei porque pensava assim. Agora para você, querido descrente, trago notícias: pode andar de bicicleta com a amiga de shorts jeans, não precisa usar Rola Moça. Pode caminhar com o queridinho na praia, de vestido e pés descalços. Pode fazer trilha com a galera ou pode dançar É O Tchan com a amiga de infância. Tá tudo liberado, mas tem que sacudir.

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E caso ainda esteja procurando desculpas, hoje é segunda-feira. Dia de começar. Então mexa esse traseiro gordo e ganhe mais alguns anos de vida. Ou pelo menos, alguns anos com menos dor nas costas, menos ansiedade e menos celulite.

Observação: este post foi para mim mesma.

(Post por Jeana Mattei)

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