Economia + preguiça + finesse = Brunch de Domingo

3 dez

Uma das tradições recentes de Nova York é esse misto de economia, preguiça e finesse  chamada brunch. Que a essa altura todo mundo já sabe, mas é a mistura de café da manhã com almoço que geralmente se faz aos fins de semana. O povo acorda tarde, se monta e se encontra num desses lugares legais pra comer e beber o suficiente por três refeições.

brunch

Eu particularmente adoro porque tem todo um clima de brunch. Todo mundo arrumadinho, bebendo de manhã (sem ser considerado alcoólatra) e com toda liberdade para comer um filé com purê de batata ou um pote de cereal com leite – tudo liberado!

Aqui em Nova York, os três lugares que eu mais gosto são (não necessariamente nesta ordem):

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1)   O Sarabeth’s Upper East Side: na frente do Columbus Circle, ele é bem low profile: você não dá muita coisa antes de entrar. Vai ver por isso é fácil encontrar o Steven Tyler por lá (juro!). Discrição, entretanto, não é uma característica da comida. Tudo incrivelmente maravilhoso: do pãozinho ao suco à qualquer prato que você queira pedir.

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2)   A Boathouse no Central Park: de chorar. Com vista pro lago, um piano tocando, e a palavra RIQUEZA ecoando pelos quatro cantos. O ponto negativo é que a faixa etária de frequentadores do local é de 120 anos. Mas vale a pena só pelas lagriminhas emocionadas que caem discretamente entre uma mimosa e outra.

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3)   The Standart Grill no Meatpacking District: lugar de gente jovem. Um brunch feito pra quem estava ali no bairro na noite anterior. Uma coisa mais deliciosa que a outra, uma atmosfera mais agitada, mas uma vista igualmente linda dos piers e do Highline.

Mas uma outra ideia legal é fazer um brunch em casa, que nada mais é do que estender o churrasco de domingo fazendo uma refeição mais relaxada. Nada de comida séria. Faça umas mimosas, que nada mais são do que suco de 1/3 de suco de laranja para 2/3 de espumante  (e, quando acabar o suco, fiquem só na espumante – ou vice-versa). Outro grande segredo desse evento complicadíssimo é fazer comidas que não demandem muito tempo de preparo, mas que possam ser beliscadas por muito tempo. Esse não é exatamente o conceito do brunch original, mas eu penso que não tem nada de divertido em convidar as pessoas pra ir pra sua casa se você ter que ficar trancado na cozinha picando batata pra fazer a maionese.

Então eu sugiro uma tábua de frios, uns bolinhos, uns pães diferentes e alguma coisa que possa ficar assando enquanto todos conversam (um churrasco fácil, eu diria).

E, de repente, lance o conceito brinner (inventei agora): café da manhã, almoço e janta. Já que todos já estão na sua casa desde a manhã, que fiquem para o carreteiro da noite (coisa de gaúcho, eu sei!).

Desde que a boa companhia seja o prato principal, tá tudo bem.

(Post por Jeana Mattei)

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