Breaking Bad

23 jan

Quando fiquei órfã de True Blood, estava procurando um outro seriado que me deixasse nervosa/ansiosa/assustada/apegada para preencher o vazio em mim. Meio sem querer, encontrei Breaking Bad no Netflix. Já tinha ouvido falar, mas mal sabia do que se tratava. Resolvi dar uma chance e grudou.

ImagemOuso dizer, talvez meio atrasada (ninguém mais fala sobre o programa, pois já está na quarta temporada) que é uma das melhores séries da atualidade. Tem ação, tem drama, tem lição de moral e falta da mesma.

Tudo começa quando Walter White, um singelo professor de química, daqueles certinhos, meio perdedores, descobre que está com câncer de pulmão. E como o bom moço que ele é, sua preocupação maior é deixar a família, incluindo a filha que ainda está por nascer, em boas mãos. O lado negro do mundo parece cercar Walt: o seu cunhado, Hank, trabalha no setor de narcotráfico da polícia federal e, certo dia, comenta com Walt sobre a quantidade absurda de dinheiro que é apreendida com o tráfico de metanfetamina, deixando o bom professor de meia-idade com algumas ideias na cabeça.

É aí que ele se reencontra com seu ex-aluno, Jesse Pinkman, conhecido em toda cidade por ser um traficantezinho maconheiro, que não deu muito certo na vida. Juntando um mais um ou, em outras palavras, o expertise de química que Walt tem e o expertise das ruas que Jesse tem, eles dão início a um negócio que tende a lucrar muito – dinheiro e perigo.

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Tem muitos pontos positivos pra se falar sobre essa produção. A começar pelos atores: pra mim, todos surpreendentemente bons, até mesmo os que fazem participações especiais. Gosto muito também do formato: apesar de a história ter uma linearidade, cada episódio é meio independente. Na maioria das vezes, você pode pular um episódio ou dois sem ficar completamente perdido na história. Também adoro os teasers do início de cada episódio, que te deixam perguntando ‘o que diabos eles aprontaram dessa vez?’.

Mas o melhor de tudo para mim é a mistura da ação com o drama pessoal dos dois personagens principais. Entre não ser pego pela polícia e manter as aparências de cidadão comum de classe média, Walt vai revelando que tem dois dentro de si. Sua motivação inicial pode ter sido boa, mas sua vida ilegal o faz sentir poderoso, forte, talvez o homem de verdade que sempre quis ser. Para Jesse, dar certo é uma questão se honra (e sobrevivência).

Dá pra discutir cada episódio à exaustão, do roteiro às caras e bocas dos personagens até o ‘o que você faria numa situação dessas’. E aquele mero detalhe que faz (não adianta dizer que não) de qualquer produção um sucesso: os papeis do vilão e do mocinho se confundem a todo momento e, vai ter horas, em que você vai dizer, em voz alta, ‘ufa, eles mataram o cara e ainda conseguiram despistar a polícia, ainda bem’. Tem como ser melhor?

(Post por Jeana Mattei)

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