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Citação

A realidade não…

22 jul

A realidade não precisa se desculpar.
Já, a expectativa, deveria.

(2013)

The Perks of Being a Wallflower | Filme

8 out

Um dos filmes mais amados que eu vi nos últimos tempos: The Perks of Being a Walflower. Pelo que andei vendo, em português vai se chamar algo do tipo ‘As vantagens de ser invisível’, o que é bem literal mas soa mal pra burro.

The Perks

Mas vamos ao filme: Charlie, um garoto (interpretado pelo lindo do Logan Lerman) introvertido e excluído a vida inteira começa o High School. decidido a fazer amigos e ser feliz. E vou dar um spoiler: ele consegue. Logo nos primeiros dias conhece Patrick, o talentosíssimo Ezra Miller, e Sam, a lindinha da Emma Watson (Hermione para os Potterfans). E eles são sensacionais.

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Colaboração | Residência artística, itinerante e gratuita.

3 out

Acordei num dia ‘do bem’. Não de bom humor nem muito feliz/satisfeita com os mais diversos aspectos da vida. Apenas ‘do bem’. Em outras palavras, tentando transformar algumas frustrações pessoais em vontade de fazer coisas boas para outras pessoas. E procurando uma maneira de fazer isso, eu comecei a perceber uma vontade similar em outras pessoas.

E vai lá, não estou falando de assistencialismo nem de caridade, o que também poderia ser um bom tema. Estou falando dessa aura de colaboração que eu vejo tomando conta da Geração Y. Não como numa atitude de ‘vou fazer um favor para você’, mas num movimento que parece gritar ‘estamos todos juntos neste barco, então vamos fazer juntos?’.

Pode parecer uma grandessíssima bobagem, mas a cooperatividade está deixando de ser tendência para se tornar um estilo de vida já solidificado. Quando li sobre a Awesome Foundation, lembrei de um projeto que começou há pouco tempo aqui em Nova York, com a iniciativa de artistas brasileiros. É um projeto chamado Residência Temporário (assim mesmo, sem concordância).

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A Temporário é um projeto criado por artistas independentes, que se mantém com a ajuda de patrocinadores. Funciona mais ou menos assim: alguém oferece moradia a um artista de passagem por Nova York, São Paulo, ou qualquer outra cidade. Este artista se encarrega do cuidado e manutenção da residência e ainda recompensa seu ‘anfitrião’ com algumas de suas obras no final de sua estadia.

A ideia principal é que imóveis em desuso sejam aproveitados como um espaço de expressão criativa, experimentação e convivência. O projeto mantém portas bem abertas para curadores, artistas iniciantes e propostas experimentais, pois a ideia é justamente trocar ideias e experiências relacionadas à arte, incentivando a produção artística aqui e no Brasil.

Não posso negar que o projeto parece confuso e um pouco inconsistente em alguns aspectos, o que provavelmente vai se moldando melhor com o tempo. De qualquer forma, acho sensacional uma iniciativa que tem como objetivo simples e puro fomentar a arte.

Por fim, fica o recado: se você está aí sentado no sofá pensando no que fazer pra deixar esse pequeno pedaço de terra no qual vivemos mais legal, vou lhe dizer só uma coisa: quem procura acha, quem quer faz acontecer.

Para mais informações sobre A Temporário, acesse o tumblr deles.

(Post por Jeana Mattei)

The Awesome Foundation | Catapultando ideais afudê

2 out

Quem nunca teve uma ideia mas não conseguiu fazer acontecer por falta de dinheiro? Queríamos nós, ter alguém para nos apoiar na metade de 2011, quando começamos a sonhar com a Loop Criação 🙂

Bem. Nós temos uma boa notícia! A pouco mais de um mês iniciou-se em Porto Alegre – RS a Awesome Foundation, Porto Alegre Chapter. O que é?

Awesome Foundation

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Saindo do armário

27 set

Não, Não é isso!

Sabe aquelas roupas acumuladas em cima da cama, na poltrona, no cabideiro? Não fica visualmente atraente, certo? Peças que estão “em uso”, ou uma desculpa para o “ah, eu vou usar de novo aquela blusa” ou só bagunça resultado do “eu não tenho roupa”. Quem nunca, né?!

Para tentar amenizar a baguncinha, quase que inevitável, que tal pendurar suas roupas em uma arara improvisada e charmosa? Inspiração é o que não falta! Agora e só eleger a sua favorita e decretar o fim da bagunça:)

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Ideias: Ready MadeKaboodleRolling Like a CameraFrench By Design.

Apotheke | A cura de todos os males

24 set

Gente, hoje vou ser breve. Vou dar apenas uma dica de um lugar que vocês TEM QUE IR quando estiverem em Nova YorkÉ a farmácia dos tempos modernos, o oásis para quem sofre de males como dor de cotovelo, excesso de preocupação ou falta de entusiasmo.

Estou falando de um lugar chamado Apotheke e fica no meio de Chinatown. Minha experiência para chegar até lá não foi das melhores: peguei o metrô e caminhei, caminhei, passei por barraquinhas de comida, fumaça de churrasquinho de gato, becos sombrios, caminhei e caminhei pra chegar até lá. Mas deve ter alguma maneira mais fácil – eu é que fui mão de vaca e resolvi me aventurar.

Chegando lá, você só identifica a existência do lugar devido à uma pequena fila que se forma em frente. Não tem placa, não tem barulho, não tem flashs… Só tem um simpático (mais ou menos) rapaz de uns 30 e vários anos dizendo para quase todo mundo que só é possível entrar com reservas. Depois de ser legal e usar o argumento ‘somos brasileiras e nosso sonho era vir aqui’, James, o tal indivíduo da porta, nos deixou entrar.

O lugar é pequeno, acredito que para não mais de 100 pessoas. E tem um clima meio escurão, meio antigo. Mas só o clima. As pessoas todas jovens e ‘normais’. Eu falo normais porque ninguém tinha cara de celebridade ou de herdeiro bilionário, e também ninguém me parecia super hipster ou vanguardista de alguma forma. Acho que era todo mundo meio gente como a gente (como eu, quero dizer).

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O produto mais valioso

18 set

Logo na minha primeira semana em Nova York ouvi uma das frases que com certeza eu vou guardar enquanto morar aqui. A frase veio de uma professora de business que nos fez uma pergunta: qual a commodity mais valiosa de Manhattan? Pensei em petróleo, pensei em frutas e legumes, mas não pensei no essencial: ESPAÇO.

São 9 milhões de pessoas morando em uma ilha. Não é à toa que qualquer metro quadrado de qualquer espaço custa uma fortuna. Mas não é nem aí que eu quero chegar. Eu quero falar é de como escapar desse amontoamento de gente e qual o impacto que isso gera pra nós, pobres mortais que não podemos (ainda) comprar uma cobertura que tenha, de fato, um quarto, uma cozinha e uma sala separados – você achava que cozinha americana era uma coisa moderna? Não, meu bem, cozinha americana é um jeito prático de enfiar dois cômodos em um só e ainda dar uma cara gourmet pro negócio.

Bom, mas o tal impacto que eu estou falando se dá basicamente de duas formas: supervalorização de lugares abertos e excesso de critérios em lugares fechados.

O Central Park é sim uma coisa maravilhosa (eu ia dizer de Deus, mas você sabia que não tem absolutamente nada de natural nele? Tudo foi planejado e plantado e instalado pelas mãos humanas).  E claro que pra mim, que sempre sonhei morar em Nova York, as lágrimas de alegria quando o vi pela primeira vez tinham outro significado. Mas mesmo pras pessoas que sempre moraram aqui, o Central Park é uma das coisas mais valorizadas e respeitadas da ilha. Por que? Simples. É o oposto de todo o resto da cidade. É um dos poucos lugares no qual você consegue parar sem ser arrastado por uma multidão vestindo ternos e tailleurs. É o lugar onde você pode ser turista, atleta, hippie, dogwalker,  o que for. Eu diria que é uma parte essencial da cidade, não só pelos motivos óbvios de oxigenação e equilíbrio da camada de ozônio, mas pelos motivos subjetivos, de você poder parar alguns segundos dentro da cidade que nunca pára.

O segundo impacto que eu falei, sobre o excesso de critérios em lugares fechados, é na verdade uma coisa muito bizarra que acontece aqui. Em praticamente todas as casas noturnas, bares e, às vezes, até restaurantes é um processo seletivo de quem entra ou não. Como os lugares são pequenos, a entrada tem que ser muito seletiva. Sendo assim, dificilmente você paga para entrar em algum lugar. Mas você também dificilmente entra se não estiver bem vestida, bem maquiada e se não for muito simpática com o bouncer, ou ‘leão de chácara’ como algumas pessoas chamam. Não acho que tenha um critério pré-estabelecido, só acho que aquele indivíduo tem que ir com a sua cara. Em outros lugares do mundo provavelmente isso daria processo por discriminação e tal e coisa. Aqui é assim. E ou você aceita. Ou você aceita.

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