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Rustrô Café Bar

21 ago

Temos novidades! Inaugurou a pouco tempo, em Passo Fundo – RS, o nosso querido Rustrô Café Bar.

Não conhece ainda? Eu morei por um tempo em Passo Fundo e sempre senti falta daquele lugar bacana, onde você pode ter uma reunião tranquila (sem ser incomodado, e tomando um cafezinho!) mas que também pode servir de lugar pra um happy hour com os amigos. É estranho pensar que algum lugar possa ser tão eclético? O Rustrô é!

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Onde fica a louça suja?

29 maio

 A Marcha das Vadias – Passo Fundo, RS

Mais de 50 pessoas se concentravam na praça do Teixeirinha, em Passo Fundo. Aos pés da estatua do filho mais ilustre da cidade, algumas pessoas pintavam os corpos e redigiam cartazes, ensaiando palavras de ordem (que saiam de bocas pintadas de batom vermelho) e munidas de saias e shorts (bem acima dos joelhos).

Essa era a visão de quem chegava na concentração da 1° Marcha das Vadias de Passo Fundo. Esta marcha originalmente iniciou-se no Canadá, mas hoje tem ramificações em todo o mundo, até nas cidades do interior do RS.

Talvez você nunca tenha ouvido falar de tal marcha, (ou se ouviu, nem se interessou), então, meu amigo, eu digo que você está muito desinformado. A violência contra a mulher assume as mais variadas formas e justificativas. Frases como “Mas também com aquela roupa…”, “Beber que nem homem dá nisso!” são muito comuns. E provavelmente você já pensou assim algum dia , mas por quê?

A mulher sempre sofreu com a ditadura dos bons modos. Seu comportamento foi vigiado pela Igreja, pelo Estado, pelos pais, pelo tio, pelo irmão mais velho, pelo namorado. Essa concepção de comportamento de que mulher é frágil, dócil, a mãe que padece no paraíso, –  chegando até a santificar com o termo o “dom de dar a vida”. Qualquer comportamento que vá contra, não seguindo esses padrões, é encarado e respondido com violência, seja ela psicológica, física, moral, sexual ou patrimonial.

E é contra esses tipos de violência que aquelas pessoas estavam marchando, no meio da rua, entoando cânticos de vida livre, desviando de carros e de pessoas mal intencionadas que destilavam baixinho em ouvidos próximos toda a vergonha alheia que aquelas mulheres, homens e cachorros lhe faziam passar.

Organizada por meio de redes socias, a marcha contou com a presença de vários movimentos, dentre eles o Plural Coletivo LGBT, Coordenadoria Municipal da Mulher e Ruído Coletivo de Erechim, além de varias pessoas que aderiram à marcha ao longo do caminho.

Toda mulher tem o direito de ser o que bem entender, e como já diria Atílio Alencar: “… eis que se funda um feminismo menos carrancudo, mais debochado, saudavelmente provocativo. Um pós-feminismo, dirão alguns. Mas como quer que chamemos o movimento em curso, seja lá qual for o nome pelo qual a História o designará em registros futuros, o fato é que não cabe mais ao orgulho nem à razão do macho estabelecer o que é certo para elas. “.

“A louça suja fica para os otários que não percebem que os tempos estão mudando”

Texto por Vinicius TomasiImagem

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